16 julho, 2009

Tudo Controlar, Nada Controlar

Quanto à complexidade, até o século anterior, os cientistas, desejosos de conhecer e penetrar os segredos últimos do mundo, analisavam, descreviam, classificavam, mediam, quantificavam, estabeleciam normas. Até uma certa época, estavam todos persuadidos que a ciência e somente ela poderia trazer todas as soluções para os problemas humanos, se cria poder tudo controlar pela ciência. O budismo quanto a si afirmava desde há séculos que este mundo é o mundo da impermanência, da vacuidade – vacuidade enquanto interdependência – e que era impossível de predizer o futuro, impossível ter certezas quanto ao futuro.

No fim das contas nada era certo, tudo era o caos, e foi por isso que, nos dias de hoje, se tornou muito importante aceitar o fato que é “isto mesmo”. É o que chamamos de fukatoku: não podemos pegar isto, não podemos tocar isto, não podemos guardar isto, e é assim mesmo. É uma força. Muitas pessoas estão persuadidas que a força reside no fato de tudo controlar, que o fato de controlar traz segurança, quando na realidade utilizar a força é o sinal de um sentimento de insegurança.

Mestre Tokuda, no primeiro teishô da série "Inmo"

Publicado por Giorgia Sena

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