30 setembro, 2008
Espírito de Despertar
aspecto de gyoji, da prática incessante do Buda, está hoje em dia ameaçado.
Hosshin, o espírito do despertar correto, é já a iluminação, mas não se trata de uma iluminação consecutiva ao espírito de despertar. Se alguém pratica num mosteiro, recebe o shiho e em seguida pára de praticar, o que seria este espírito de despertar? Ele nunca teve o espírito de despertar, porque neste espírito de despertar existe
simultaneamente prática e realização. Se na prática de hoje, existe espírito de despertar, amanhã será necessário novamente o espírito de despertar, e depois de amanhã será preciso novamente o espírito de despertar. Na prática, agora, existe simultaneamente o espírito de despertar e a realização. Mesmo se temos a iluminação, isto não acabou, ao contrário, é preciso prosseguir e manifestar novamente o espírito de despertar a fim de que esta prática seja como um anel.
(Trecho de teishô do Mestre Tokuda traduzido pelo Monge Marcos e publicado por Giorgia)
28 setembro, 2008
A coisa mais misteriosa...
Se alguém me colocasse esta mesma questão “O que é a coisa mais misteriosa do mundo?”, eu responderia: “Comer todos os dias no templo nesta mesma tigela que uso”. Esta é a coisa mais importante do mundo. Todos os dias, cada manhã, nós comemos o genmai (arroz), ou bebemos café, chá com pão: são as coisas da vida cotidiana, mas nestas coisas, existe um poder misterioso e importante.
Mestre Tokuda
(trecho de teishô traduzido pelo Monge Marcos e publicado por Giorgia Sena)
25 setembro, 2008
Quando Dogen Zenji foi para a China, onde se encontrou com Nyojo Zenji, depois de ter realizado "o corpo e mente abandonados", ele jamais disse: "Obtive ailuminação", mas:"Ouvi grandes coisas em minha vida". Em seguida, voltou para o Japão, e continuou a praticar e a estudar, ele ensinou, escreveu o Shobogenzo a fim de explicar aquilo que havia compreendido. Se você tiver grandes experiências, a maneira de conservá-las, de tratá-las, é também a prática de gyoji. Esta experiência não deve ser relegada ao passado, ao contrário, ele deve ser constantemente reatualizada, e é além do mais o único meio desaber se ela era autêntica ou não. Para Dogen Zenji, esta prática não é a prática de pessoas comuns.
Mestre Tokuda
(Traduzido por Monge Marcos, publicado por Giorgia)
24 setembro, 2008
Estudar com o Corpo
Mestre Tokuda
22 setembro, 2008
Ser Místico
Mestre Tokuda
(Traduzido por Monge Marcos, publicado por Giorgia)
Samu - Trabalho Coletivo
Na prática Zen, apenas o aprendizado que se traduz em mudança de atitude e de compreensão de forma simultânea representa verdadeiro entendimento. A relação teoria e prática supera a dicotomia usual e se apresenta como aspectos conjuntos de um só entendimento – sabedoria é compreensão e ação. Não há verdadeira compreensão que não se traduza numa mudança de atitude, nem mudança de atitude autêntica que não possa encontrar adequada expressão no entendimento. Outro aspecto importante da prática é o fato de que todas as atividades são realizadas coletivamente. O regime monástico de trabalhar juntos, meditar e viver juntos é um dos ensinamentos mais importantes que o Zen da Escola Soto tem para oferecer. O aprendizado da interdependência entre todos os seres, da interconexão, penetra a vida diária de forma plena. O ser humano das sociedades atuais pode conhecer teoricamente esses conceitos, mas prescinde da experiência direta do que contêm, por vivermos imersos em um sistema que se baseia em relações individualistas e dicotômicas.
O Samu, trabalho coletivo, é um aspecto da prática em que através da ação os discípulos aprendem sobre a não dualidade. Na mente tranqüila do praticante não há espaço para a discriminação entre seu trabalho e o trabalho dos outros, ou mesmo entre ele e sua própria atividade e o meio ambiente. Cuidar das condições necessárias à prática e à manutenção da vida é tarefa comum de todos os que integram uma comunidade budista, a Sangha. Não é preciso ser solicitado, cada praticante assume uma parcela da responsabilidade das tarefas a serem realizadas.
Ivone Jishô.
Poderes
Nós não temos nenhum poder especial já que não podemos escapar da doença, do envelhecimento e finalmente da morte.
Mestre Rinzai diz que o grande poder é o de caminhar sobre o solo. Todos os dias, nós marchamos sobre o solo, persuadidos que esta é uma ação natural e mesmo assim quando e porquê começamos nós a nos levantar e a nos apoiar sobre as duas pernas? Visitando um zoológico e constatando a diferença entre nós e os animais, estas interrogações se tornam ainda mais pertinentes. Como conseguimos utilizar o fogo, a nos comunicar através da linguagem, como chegamos ao pensamento e além disso tudo, como apareceu a vida pela primeira vez? Nós temos tudo aquilo do qual necessitamos, além da capacidade de produzir uma descendência com as mesmas qualidades. Trata-se aqui de uma grande, uma muito grande força misteriosa. É por isso que o simples fato de caminhar sobre o solo é a coisa mais extraordinária. Em geral nós utilizamos os seis órgãos dos sentidos – olhos, boca, nariz... – para fins egoístas, mas quando nossa consciência se transforma, nós passamos a utilizar tais coisas para os demais, e é então que os grandes poderes que podem alterar o mundo começam a se manifestar, pois se uma pessoa muda, muitas outras pessoas também mudam por sua vez, muito rapidamente.
Trecho de Teishô do Mestre Tokuda
(Traduzido pelo Monge Marcos, publicado por Giorgia)
18 setembro, 2008
Diretoria da SSZB (Sangha Mahamuni)
Presidente: Marcos Beltrão Frederico
Vice Presidente: Ivone Maia de Mello
Tesoureiro: Magali Bohrer Lobosco
Sub-Tesoureiro: Wilda Rodrigues Teles
Secretário Geral: Alcio Braz
Sub-Secretário: Telma Botelho França
Conselho Fiscal
Elvira Clotilde Acosta Salvatierra Soares
Tania Luiza Miranda Quaresma de Moura
Valeria Sattamini
Conselho Consultivo:
Giliate Cardoso Coelho Filho
Giorgia Sena Martins
Terezinha Montrezol Teixeira
Mariângela Maia de Oliveira
Edesio Firmino Gois
(Publicado por Giorgia Sena)
Florestas Luminosas
constatamos às vezes que uma pessoa – um açougueiro ou um caçador – sentem-se como
empurrados para aquele lugar e descobrem um monge sentado em zazen. Não creio que a
floresta (ou a montanha) se tornem realmente brilhantes ou luminosas; ao contrário, estou
convencido de que o fato de praticar realmente nesta floresta desperta nas pessoas um sentimento de respeito, e a floresta se torna então algo de sagrado.
Mestre Tokuda
(publicado por Giorgia Sena)
17 setembro, 2008
Soledade Zen
ZAZEN DA PRIMAVERA
Convite a sanga Mahamuni
No dia 27 julho de 2008 , no Mosteiro Zen Eisho-ji,
fui autorizada pelo Mestre Tokuda a abrir uma
Sala de Meditação. Estaremos na próxima segunda-feira,
dia 22/09/08, ás 18:30h, realizando a abertura do zendo,
recebendo os praticantes com orientação inicial para o
zazen, e depois com atividades da inauguração da Sala de
Meditação Soledade Zen .
Mais informações:
http://soledadezen.blogspot.com/
Gashô,
Rizomar Kanguetsu
Deus e Eu
rogar que ele entre: Ele está no interior e Ele espera mas não pode entrar porque existe muitas coisas no interior.
É como a seguinte história Zen: um praticante prestou uma visita a um mestre Zen, e
lhe pediu que falasse do Zen e sem esperar que o mestre respondesse, começou a falar de si mesmo essencialmente, de suas experiências, dos livros que havia lido... o mestre serviu o chá, e quando a taça estava cheia, ele continuou a colocar mais chá, a taça transbordou e o chá encheu a mesa. Vendo que o líquido transbordava, o praticante se afobou e pediu ao mestre que parasse de colocar chá. Com este gesto o mestre quis ensinar que quando o recipiente está cheio, nada mais pode entrar. Para Meister Eckhart, o abandono é a coisa primordial, e é necessário imediatamente limpar tudo que temos no interior de nós mesmos. E se conseguirmos isso, no instante do abandono, Deus entra imediatamente, não existe nenhum intervalo entre o abandono e a entrada de Deus.
Trecho de teishô do Mestre Tokuda
(publicado por Giorgia Sena)
16 setembro, 2008
14 setembro, 2008
Curso Intensivo de Shiatsu no Templo Zen de Copacabana
aluno do Mestre Ryotan Tokuda Igarashi)
Local: Templo Zen de Copacabana
Rua Saint Roman, 16 – Copacabana – Rio de Janeiro
Data: 20 e 21 de setembro (sábado e domingo)
Horário: de 9:00 às 17:00 (com intervalo de 12:00 às 14:00 para almoço)
Inscrições e informações com Valeria Sattamini
e-mail: templozen.copa@ymail.com
tel.: (21) 22948542
cel.: (21) 81814032
13 setembro, 2008
Sobre Monges e Leigos
Transcrevo o que ele falou:
"A ordenação leiga é uma pré-ordenação, já que o Mestre Tokuda teve algumas decepções ao ordenar pessoas que não tinham prática ou ligação suficiente com o mundo original para se tornar monge, e que finalmente algumas ordenações ficaram sem sentido. Mestre Tokuda diz que agora dará realmente uma boa olhada durante esse período em que o aspirante fica como um leigo aspirante a monge, e que se a pessoa não corresponder, então não virará monge."
"Ao mesmo aqueles monges que nada fizerem também perderão seu status de monge e terão que se aplicar em receber novamente a ordenação para validarem então acho que o que existe é "monge enquanto dure". Enquanto vive como monge é monge."
"Alguns monges vivem como leigos também, como eu, que trabalho dando aulas de shiatsu e de medicina chinesa para manter seu trabalho de monge, ou como a Ivone, ou você ou como o próprio Mestre Tokuda. Não é possível viver exclusivamente como monge no Brasil, não há suficientes contribuições para que a pessoa sobreviva, então também não se pode viver como parasita, pois ficar pedindo dinheiro é a coisa mais detestável, então acho que por isto que o Mestre Tokuda criou este sistema de monges que vivem como leigos no Brasil, que são na verdade "monges enquanto durem". Pode ser que se afastem do caminho trabalhando etc, então para que recuperem suas validades se forem afastados com justa causa, teriam que se re-ordenar.
Quem é monge realmente é quem vive no mundo original antes que houvesse qualquer religião ou sistema. Mas quantos vivem neste mundo original no Brasil? Pouquíssimos talvez.
Ao mesmo tempo, Monge Marcos ensina que a gente não deve ficar fazendo discriminação entre monges e leigos, pois isso não faz o menor sentido:
"Monge é aquele que deixou o lar. Ponto final. Quem deixou o lar é monge, mas monges que acham que são superiores a leigos somente porque possuem este título nada mais são que demônios famintos, pois em vez de deixar o lar, somente criaram um novo lar, que é o seguinte "Eu sou monge", discriminando isto dos pobres coitados dos leigos. Na verdade este tipo de monge está muito abaixo dos leigos, monges leigos etc. estando lá pela região dos espíritos briguentos, demônios famintos e habitantes do inferno. Simplesmente porque criaram um novo lar para si mesmos e não fizeram o que monges têm que fazer, deixar o lar. Monges têm que brincar com a iluminação e não ficar criando discriminação entre monges, monges leigos e leigos, porque isto não ajuda ninguém, quem faz isto nem sequer monge é."
Por fim, ele conta:
"Também me lembro de uma outra história interessante do Mestre Tokuda: Alguém chamou "Monge!" e o Mestre Tokuda ficou procurando ao redor para saber onde havia um monge; havia esquecido que era monge..."
Gasshô,
Giorgia Sena
12 setembro, 2008
O PAC da Saint Roman
Logo, Sangha querida, estamos todos incumbidos de juntar forças e ajudar o Monge Marcos para que a reforma aconteça, para que a Saint Roman seja recuperada em tempo recorde, para que fique linda e para que possamos fazer uma grande inauguração, com a presença do Mestre Tokuda!
O Monge Marcos está apelidando essa missão de "PAC". Precisamos nos mobilizar nesse PAC, o PAC da Saint Roman. Mestre Tokuda sugeriu que realizássemos Fushins (retiro em que se faz uma espécie de mutirão) para a reforma.
Toda ajuda é bem vinda!
Gasshô,
Giorgia Sena
11 setembro, 2008
Membros da Sangha Mahamuni
Em algum momento, é possível que alguns/algumas de nós não tenham podido estar presentes às atividades da Sangha nacional, como foi meu caso agora em julho. Pensando nisso, e na possibilidade de ampliar nossa rede de contatos e integrar mais o grupo, gostaria de sugerir que criássemos uma lista com os dados de tod@s os integrantes da Sangha Mahamuni, monges/monjas e leigos/leigas ordenados pelo Mestre Tokuda, acrescentando nome de ordenação, cidade/estado em que pratica, email/telefone para contato, profissão, site na internet, etc.
Poderíamos usar para isso o email deste blog, enviando para alunosdomestretokuda@gmail.com de forma que possamos reunir os dados e posteriormente publicá-los em um setor específico do blog para que todos possam utilizar as informações. Quem tiver já uma lista, poderia enviar de forma que pudéssemos juntar dados e compor uma lista nacional.
Espero futuramente ter oportunidade de conhecer os irmãos e irmãs no Dharma que estão chegando e ter notícias dos que andam distantes.
Um abraço,
Gashô,
Ivone Jishô.
Novas Ordenações
Ordenações como Monge: Feliz (RJ), Telma (RJ), Élcio (MG), Elvira (PE) e Giorgia (SC)
Ordenações como Leigo: Silvana (MG), Magali (RJ), Valéria (RJ), Maddi (RJ), Bruno (GO), Ana Katarina (PE), Ana Luzia (PE), Wilda (PE), Edésio (PE).
Giorgia Sena
Outro Link
Giorgia Sena
10 setembro, 2008
Complexidade, sesshin de agosto de 2001 em Eitai-ji
"Neste conjunto de teishôs, proferidos em Eitai-ji em agosto de 2001, Mestre Tokuda comenta vários capítulos do Shobogenzo para falar da complexidade."
A tradução do francês foi feita pelo Monge Marcos Beltrão.
Clique aqui para conferir.
Miguel Pacheco
09 setembro, 2008
Acesso ao Blog
Agradecemos ao Nando Pereira pela contribuição.
Giorgia Sena
Grande Caminho
Mestre Tokuda
Giorgia Sena
08 setembro, 2008
Salvar Todos os Seres
Mestre Tokuda (no final do Teishô Gyoji 1)
Giorgia Sena
Sobre o Zazen
(Trecho do Teishô Gyoji do Mestre Tokuda)
Giorgia Sena
07 setembro, 2008
Novo Teishô Publicado
"Comentários de Mestre Tokuda a trechos extraídos de dois capítulos do Shobogenzo; Jinzu e O-saku-sendaba. Nestes teishôs Mestre Tokuda aborda dificuldades humanas que podem surgir na relação entre Mestre e discípulo.
Aborda igualmente o grande poder sobrenatural do zen: o poder da vida cotidiana. A importância de levar a iluminação de volta para a vida cotidiana e de tornar cotidiana a prática religiosa, citando a interpretação de Meister Eckhart da parábola de Marta e Maria e a frase do leigo P’ang:
“O poder místico é a função maravilhosa,
Transportar água e cortar lenha para o fogo”"
A tradução foi feita pelo Monge Marcos Beltrão.
Mais detalhes sobre a vida e obra do leigo P'ang estão disponíveis neste link no site do Monge Marcos Beltrão.
Miguel Pacheco
05 setembro, 2008
Entrevista em Brasília
Giorgia Sena
03 setembro, 2008
Sesshin na Saint Roman
Maiores informações com Valéria, pelo fone 021-81814832.
Giorgia Sena
02 setembro, 2008
O que é o zazen
que é Zazen. Ele respondeu:
- Zazen é a volta para a sua origem, para encontrar a si mesmo antes de nascer.
Ele disse que aprendeu assim com o Mestre Sawaki, na Universidade de Komazawa.
Giorgia Sena

